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Dossiê: Literatura e classes populares no Brasil

A literatura produzida no Brasil sempre teve nas classes populares um de seus grandes temas. Desde os seiscentos, ainda na literatura produzida na colônia portuguesa, embora não identificado como tal em seu momento histórico original, até a contemporaneidade, o tema do popular se prenuncia. É questão longeva, representada nas mais variadas formas: agente do atraso ou classe potencialmente revolucionária, objeto do pitoresco ou do protesto, ente formador do caráter nacional ou óbice ao progresso, locus da violência ou representante da cordialidade, entre outras. São as múltiplas faces de uma esfinge que Euclides da Cunha, em Os sertões (1902), traduzira na alegoria dúplice do “Hércules-Quasímodo” – força, resiliência, debilidade e fealdade em convívio tenso, mesmo paradoxal. Na contemporaneidade, ainda, há a emergência de novas vozes na literatura nacional, como na chamada literatura marginal ou periférica, deslocando a antiga questão da clivagem entre escritor-intelectual e as classes subalternas. Assim, seja na poesia, na prosa ou no teatro, a literatura brasileira sempre voltou seus olhos aos estratos que constituem a base da pirâmide social, aspecto sintomático de um país cuja desigualdade ainda é um problema em aberto.
Este dossiê da Cenários visa acolher artigos que versem sobre o tema das classes populares na literatura brasileira, em suas mais variadas manifestações e enfoques metodológicos, inclusive em perspectiva comparatista com outras literaturas. O prazo para envio da contribuição é 08/03/2017.
Organizadores:
Prof. Dr. Wagner Coriolano de Abreu (UCS/UNIRITTER/CAPES)
Prof. Dr. Júlio Cezar Bastoni da Silva (UFSCar/FAPESP)
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ISSN: 2177-1960